sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano novo na antiguidade

Festejo por inúmeros povos desde a antiguidades, o ano novo independente da data escolhida para comemoração marca a tradição de um ciclo para outro. As datas em cada região dependiam das diferentes culturas e crenças religiosas, das conjunções planetárias, de posição determinadas estrelar das condições climáticas  e mudanças de estações e das datas do calendário agrícola ou pastoril. No antigo Egito o ano novo era determinado pela cheia do rio nilo. Na Babilônia, pelo o inicio e final da colheita; no império Grego romano, a renovação da natureza na primavera indicava o começo do ano novo em Março. Na China até hoje o ano novo chega com lua cheia, em Fevereiro.  Na Índia as datas variam de acordo a região geográfica, os habitantes de Oceania acreditavam que os Pléiades (grupo de estrelas na constelação do Touro) anunciam o novo ciclo quando surgiam no céu.
Na Roma Antiga, festas de comemoração do ano novo, eram populares. Durante os festejos, todos tinham direito de ""enlouquecer"".  Acreditava-se que o velho ano morria e antes que o novo nascesse, fazia um intervalo de caos, quando o tempo era suspenso: leis civis morais eram abolidas, prisoneiros eram libertados e todas orgias permitidas.  A autoridade era representada por Saturno o senhor do tempo, era substituída pela licenciosidade do Rei da desordem (representada por um jovem) que incitava todos a transgredir.
No fim das festas, o rapaz era sacrificado no altar dedicado a Saturno. No décimo terceiro dia começavam rituais de expurgo de resíduos do passado  e purificações.  Os festejos terminavam com distribuições de presentes as crianças.  Havia festivais semelhantes na Grécia  e na Babilônia, onde os 12 dias chamada Sacaea representavam a luta entre opostos: o bem e o mal, ou sanidade e a loucura, o inverno e o verão. 
Reminiscências desses antigos festivais sobreviveram nos países europeus. Os celta celebravam Sabbat Samhain, preservando o conceito de caos e reversão de ordem. Acreditavam em práticas de adivinhação e magia para atrair o amor,   fertilidade,  sorte,   saúde,  e  prosperidade, além de rituais específicos para reverenciar os ancestrais.  Algumas destas características persistiram  na festas de Halloween como as brincadeiras da criança pedindo doces ou se fantasiando de fantasmas e os bailes máscaras. N a Romênia, por vários séculos os antigos costumes herdados dos romanos sintetizaram a mescla de tradição pagã e da cristã. Festejava-se com danças t´picas e máscaras.
A meia noite paravam-se os relógios e apagavam-se a luzes, para que ao acendê-las a explosão de alegrias e os brindes marcasse o renascimento e a renovação. Era a volta à luz. E à lucidez.
Feliz Ano Novo!

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