sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Winnicott

WinnicottD.W.Winnicott
O ser humano resulta do encontro de um potencial inato qualquer com a cultura. É nesse encontro que cada indivíduo, ou o verdadeiro self , processa sua singularidade e torna-se uma entidade viva e real.
m 1934, Winnicott formou-se como psicanalista de adultos e membro associado da Sociedade Britânica de Psicanálise; e em 1935 recebeu seu certificado de psicanalista infantil. Nina Searl e Ella Freeman Sharpe, duas pioneiras, supervisionaram o tratamento de seus pacientes adultos durante sua longa formação analítica, e Melanie Klein, Melitta Schmideberg (filha da Sra. Klein) e Nina Searl supervisionaram seu trabalho com crianças.
Em 1935, apenas alguns anos após a publicação de seu primeiro livro, Winnicott completou finalmente a longa e árdua formação em pediatria, psiquiatria infantil e psicanálise. Ele poderia, então, empregar as idéias fundamentais de Freud e Klein para criar suas próprias contribuições originais. De fato, conforme Winnicott foi crescendo profissionalmente, sua admiração por Klein tornou-se menos efusiva e, como já comentamos, ele começou a concentrar-se mais em sua própria abordagem da psicologia infantil.
Diversos escritores e professores influenciaram muito o desenvolvimento de Winnicott, mas talvez sua maior fonte de inspiração e conhecimento durante seus anos mais maduros tenha derivado de seu próprio trabalho com os pacientes. Ele escreveu que muitas de suas idéias clínicas surgiram "simplesmente seguindo a orientação que me foi fornecida por um cuidadoso histórico clínico em inúmeros casos" (Winnicott, 1936, p. 34, rp. 2). Talvez a maior expressão da gratidão de Winnicott para com as pessoas que ele tratou esteja na dedicatória de seu livro publicado postumamente, Playing and Reality, que diz, simplesmente: "A meus pacientes, que me pagaram para me ensinar" (Winnicott, 1971a).
Por temperamento, Winnicott era mais inovador que conservador. Ao mesmo tempo em que afirma: é impossível ser original sem se apoiar sobre a tradição; diz: os adultos amadurecidos levam vitalidade para o que é antigo e ortodoxo, recriando-o após destruí-lo.
A palavra destruição neste contexto não tem, para Winnicott, um sentido negativo. Para ele, a essência da criatividade está no processo de destruição e recriação dos objetos. Esta idéia faz parte de sua teoria das relações objetais. Utilizando a metáfora da relação do bebê com o seio materno, propõe que a destruição do objeto-seio, na fantasia, precede o uso criativo dos objetos. Sua contribuição original à teoria psicanalítica pode ser assim entendida: um esforço para recriar, de maneira pessoal, aspectos de uma teoria imaginariamente destruída por ele.

Para conhecer mais:
D. W. Winnicott – “Um Retrato Biográfico", de Brett Kahr Exodus Editora, Rio de Janeiro, 1998.
Winnicott, Clare (1995) D. W. W.: Uma Reflexão. In Giovachini, Peter. (org.) Táticas e técnicas psicanalíticas. (Trad. José Otávio de Aguiar Abreu - Artes Médicas porto alegre

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